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Um
Cidadão Inesquecível
José Nilo Tavares, varginhense, nascido aos 30 de março de
1935, passou sua juventude estudando em sua terra natal no
prestigiado Colégio Coração de Jesus, sob a direção dos Maristas.
Era filho de Osvaldo dos Reis Tavares e de Addy Almeida.
Dono de uma inteligência rara, logo se destacou nos estudos
e foi fazer o Curso de Ciências Sociais na UFMG. Após formado
e grande conhecedor dos temas sociais, tornou-se Mestre pela
UFMG e PUC, onde lecionou. Foi professor de Ciência Política
na Universidade Federal Fluminense e na PUC - Rio de Janeiro
e liderou trabalhos de pós-graduação na Universidade Santa
Úrsula e nas Faculdades Integradas Bennett.
Embora fosse altamente voltado para a profissão, não perdia
o senso de vida familiar. Era casado com Maria Lúcia Tavares,
que lhe deu duas filhas: Andréia e Martha.
Possuidor de um vocabulário e de idéias convincentes, participou
dos debates da chamada "Reforma de Base" no período do Regime
Militar e lançou a revista "Binômio", onde fazia críticas
ao governo.
Em 1964, período sufocante para todos os brasileiros, José
Nilo viu-se obrigado a partir para Milão, onde doutorou-se
em "Ciência Política".
De volta ao Brasil, lançou o livro "Conciliação e Radicalização
Política no Brasil", um estudo sério e profundo sobre a "Era
Vargas".
Na Coleção "Documentos da História Contemporânea", da Ed.
Civilização Brasileira, lançou o livro "Marx, o Socialismo
e o Brasil". Sobre esta obra, Leandro Konder afirmou: "O resultado
do esforço de José Nilo Tavares se impõe ao nosso respeito:
é um livro que ninguém poderá deixar de estudar, daqui para
frente, quando se dispuser a conhecer o início da longa e
tumultuada trajetória do marxismo no Brasil." Em 1985, escreveu
outro importante livro "Novembro de 1935 - Meio Século Depois",
que teve grande repercussão.
Faleceu no dia 22 de dezembro de 1997.
Fonte : Artigo de Mons. Domingos Prado Fonseca,
Nico Vidal
Um homem cercado de história, fotos e textos por todos os
lados. Com ele, é possível relembrar e visualizar qualquer
fato ou personagem da história varginhense.
Antonio Vidal de Carvalho nasceu em 28 de novembro de 1911
em Varginha. Filho de Alfredo Braga Carvalho e de Dona Maria
Vidal de Carvalho, espanhola de Barcelona que, juntamente
com os pais, João Vidal Mercadé e Antonia Vidal Caral, aportou
na América por volta de 1894. Seu João, chegando a Varginha,
trabalhou incansavelmente nas obras da construção da nossa
Igreja Matriz nos anos de 1898 e 1899.
Sua família sempre teve atuação proeminente na vida varginhense:
Alfredo, seu tio, fundou em 1913 a Liga Operária Varginhense.
Tão preocupado com a situação do operariado, criou, na Rua
do Carmo, atual Silva Bittencourt, a Escola da Liga Operária.
João Vidal Filho, outro tio, foi pedreiro que levantou casas
e, depois como prefeito, construiu uma Varginha melhor.
Uma de suas alegrias é ter trabalhado como tipógrafo nos jornais
"O Capitólio" e no "Arauto do Sul". Foi aí que brotou sua
veia de escritor e fecundo cronista histórico.
É formado em Ciências Contábeis pela FACECA, turma de 1975,
e atua com zelo na profissão de Contador.
Mas destaca-se ainda mais como contador de histórias e bom
conversador. Com um estilo agradável e escorreito, é articulista
colaborador do "Correio do Sul", da "Gazeta" e do "Varginha,
Órgão Oficial do Município".
Para Nico Vidal, "o presente é um átimo de segundo, o futuro
ainda está por vir, mas o passado fica para sempre. Aí está
a saudade que prende a história. A História é a base da sociedade
e da criação de tudo ...
O historiador Nico Vidal é casado com dona Maria José Salles
de Carvalho e pai de numerosa família.
Dr.
Morvan Acayaba de Rezende
Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade
Federal de Minas Gerais, em 1957, desde então exerce a advocacia.
É ainda professor Universitário. Foi Deputado Estadual em
duas Legislaturas, Secretário de Estado da administração de
Minas Gerais e exerceu o mandato de Senador da República,
em substituição ao titular, ocasão em que propôs e obteve
do Executivo a criação do Porto Seco em Varginha, em 1984.
Casou-se com Santuza Maria Rabelo de Rezende. O casal tem
seis filhos: Marcia, Mírian, Aloísio, Adriano, Morvan e Leandro.
São inúmeros os descendentes dos dois troncos familiares aqui
mencionados, residindo muitos nesta cidade e outros em localidades
diversas do estado e do país.
Naylor Salles Gontijo
Nascido
em Varginha, cursou o 1º grau no Colégio Marista
de Varginha, o 2º grau no Colégio Santo Antônio
de São João Del Rei e no Colégio de Itajubá,
tendo feito o Curso de Direito em Belo Horizonte, na UFMG.
Passou a trabalhar como advogado desde os 23 anos de idade,
exercendo a profissão durante 44 anos. "Decidi
ser advogado pessoal e livremente, pois desde pequeno aprendi
a amar o próximo, lutar pela liberdade e garantir a
justiça." Para dar aulas na Faculdade
de Direito, três cursos de pós-graduação
"Lato-sensu" e curso de Metodologia do Ensino Superior.
Professor desde 1954, dando aula no curso preparatório
para o vestibular da PUC, no Ginásio e Colégio
Catanduvas, na Faculdade de Filosofia e na Faculdade de Engenharia.
Atualmente está aposentado como advogado, e leciona
apenas na Faculdade de Direito de Varginha, onde é
professor desde 1966. Palestras, conferências e seminários
já realizou em grande número por quase todo
o país, desde o Rio Grande do Sul até a Bahia.
Em Varginha participou também da criação
da Plêiade Varginhense, Academia Varginhense de Letras,
Ginásio Catanduvas, das Faculdades de Direito, Filosofia
e Ciências Contábeis, do Movimento EMAUS. Teve
intensa participação, junto com outras pessoas
dotadas do mesmo espírito de socialização,
em todos os acontecimentos sociais dos últimos cinqüenta
anos. Na comunidade, atualmente, presta assistência
a grupos de casais e consolidação da vida em
família. Já recebeu mais de dez prêmios
da comunidade pelos serviços profissionais que tem
prestado, inclusive distinções fora do estado
de Minas Gerais e até citações em jornais
de Portugal. "Considero muitas coisas importantes,
principalmente amar a Deus e ao próximo."
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