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Particulares Origem da E. E. Coração de Jesus
  História do Colégio CETEM
Colaboração:
Afonso Henrique Paione
Profa. Daniela Reis
Prof. Lucas Bueno Pedreira
Prof. Marcos Valério Albinati
Alunos do Colégio Cetem

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ORIGEM DA
ESCOLA ESTADUAL
CORACÃO DE JESUS

A Escola Estadual Coração de Jesus, originou-se do "Colégio Coração de Jesus" que foi uma das Comunidades Educacionais fundadas e mantidas pela União Brasileira de Educação e Ensino (UBEE) tendo por finalidade precípua, ministrar educação e ensino de acordo com as leis vigentes e as diretrizes da Igreja Católica.

Os primórdios do Colégio Coração de Jesus remontam aos idos de 03 de março de 1.913, quando foram aprovados os estatutos da Sociedade "Culto à Sciencia", a qual se propunha a fundação de um Ginásio na cidade de Varginha.

Lançada a pedra fundamental, em abril de 1.913, presentes os Presidentes do Brasil e Governador do Estado de Minas Gerais, recém-eleitos, respectivamente, os Drs. Wenceslau Braz Pereira Gomes e Delfim Moreira da Costa Ribeiro, iniciou-se a construção de tão almejado educandário, que se denominaria "Gymnasio Muncipal de Varginha".

Começaram as aulas em 1.915. Funcionou a Escola com pouca duração, como filial do "Collegio Luzo Brasileiro" de Petropólis.

Em 27 de setembro de 1.917, mediante acordo da Congregação dos Irmãos Maristas com a Sociedade "Culto à Sciencia" passou a direção desses últimos sob o nome de "Gymnasio do Sagrado Coração de Jesus". Sob essa nova orientação reiniciaram-se as aulas, aos 04 de fevereiro de 1.918, em regime de Internato e Externato, para alunos do sexo masculino.

A lei n° 825, de 1° de outubro de 1.921, reconheceu-lhe a Escola do Comércio.

Obteve sua equiparação provisória, por 2 anos, na data de 28 de maio de 1.927. E pelo Decreto de 06 de junho de 1.932, n° 21478, foi definitivamente reconhecido pelo Conselho Nacional de Ensino.

A Portaria n° 375, em seu artigo 13, de 16 de agosto de 1.949, reconheceu-lhe o de segundo Grau.

Em 1.950 denominar-se-ia "Colégio Coração de Jesus".

Em 1.962, por iniciativa da Associação de Pais e Mestres do Colégio Coração de Jesus, começaram a funcionar 2 (duas) classes noturnas, cuja finalidade era não só alfabetizar adultos como também no setor de profissionalização e manutenção do Curso de Corte e Costura.

Em 1.963, através de Convênio do Estado com o Colégio Coração de Jesus, instalou-se no diurno, o Curso Primário, denominado como "Classes anexas ao Colégio Coração de Jesus".

Em 1.964, a Escola ampliou o número de turmas formando 11 classes, às quais foram reconhecidas pelo Estado como Escolas Reunidas Anexas do Colégio Coração de Jesus, que pelo Decreto n° 8.190 de 24/02/65 foi transformada em Grupo Escolar "Coração de Jesus", mesma denominação do Colégio, do qual o Grupo Escolar viria a fazer parte integrante.

Em 1.976, com a saída dos Irmãos Maristas, houve a expansão de séries e criação do 2° grau estadual, pelo Decreto n° 18.368 de 23/01/77, com a nova denominação: "Escola Estadual de Varginha", de 1° e 2° graus. Por força da Lei 7.035, de 03/10/77 publicada no Minas Gerais de 04/10/77, a Escola passou a denominar-se "Escola Estadual Coração de Jesus", 1.4.6.D.

O dia da Escola é 6 de junho, dia do Bem-Aventurado Marcelino Champagnat, fundador da Congregação Marista.

Os cursos profissionalizantes mantidos pela Escola até 1.979, foram: Auxiliar de Telecominações e Técnico em Laboratórios Médicos. Em 1.980 e 1.981, funcionou somente Auxiliar de Telecomunicações. A partir de 1.982, funcionou também o Auxiliar em Patologia Clínica o qual foi extinto em 1.994.


GESTÕES

Nossa história começa por volta de 1.977, com a saída dos Irmãos Maristas, que já atuavam para o Estado, deixando então a escola sob nova direção. Isto foi um marco para a história de nossa cidade, pois os alunos da rede pública passariam a contar com uma escola ampla, com quadra, campo, teatro, enfim a maior escola pública do município.

A nova diretora iria assumir a responsabilidade de administrá-la: Dona Arimá Albuquerque Regina. E a Dona Arimá cumpria sua missão com garra e determinação. Marcava sua presença, os professores, alunos e funcionários tinham por ela um enorme respeito, pois ela se fazia presente nos apoiando em todos os problemas que inevitavelmente surgiam.

Dona Arimá com a ajuda de duas excelentes supervisoras: Marília Chaves de F. Filardi e Maria Assumpção Rabêllo Dendena. Vale a pena citar que estas supervisoras fizeram um trabalho brilhante no primário, até mesmo levando nossos alunos para suas salas, ajudando-os em suas dificuldades.

Maria José dos Santos, com a ajuda de suas vices, se empenhou muito para levar adiante o compromisso o qual tinha assumido. Mas infelizmente, a educação estava passando por várias transformações, como se isto não bastasse, os professores andavam descontentes com o baixo salário, aderiam a greves que estavam se tornando freqüentes prejudicando muito a imagem e organização da escola.

D. Maria José, sempre calma, fez o que pôde para nos apoiar, apesar de sua força de vontade a sua administração se tornou cansativa e penosa para ela, apesar das circunstâncias segurou firme a barra e cumpriu sua missão.

Gabriel Rodrigues de Morais (01/02/92 à 31/01/94) passou a ser o novo Diretor, aceitou o desafio. A escola já se encontrava muito danificada pelo tempo, ou pelos estragos causados por seus alunos, precisava de uma reforma imediata, mas desvalorizada como estava, já não encontrava apoio das autoridades. Os problemas da Escola Coração de Jesus eram sempre deixados de lado. Perdemos grande parte de nossos alunos (os melhores em aproveitamento), houve diminuição de turmas, etc.

Naturalmente, tudo isso exigiu do diretor um duplo esforço no sentido de amenizar a situação, já que não contava com o apoio das instituições políticas e educacionais. Procurou desenvolver seu trabalho dentro das suas possibilidades diante das crises que estava enfrentando.

Houve uma nova eleição quando foi entregue a direção nas mãos do professor Pedro Paulo Alves; consciente da responsabilidade que estava assumindo devido a bagagem de problemas que a escola trazia consigo, lançou-se nesta luta, foi implacável na intenção de restituir a dignidade da escola.

Convocou pais, alunos, funcionários e todos se empenharam na árdua tarefa de restauração. Conseguiu apoio do povo varginhense e do Exmo Sr. Prefeito Antônio Silva que enviou funcionários e verbas para reformar o prédio.

Com espírito de liderança, persistência e ajuda mútua, de seus colegas de trabalho, começara imediatamente o processo de restauração para que a escola recuperasse o seu brilho diante da sociedade varginhense.

Inúmeras foram as dificuldades encontradas na fase de reforma pois as pessoas não são capazes de imaginar o transtorno que é reformar uma escola em plena atividade escolar. Enfrentamos barulhos, poeiras, mudanças constantes de salas de aula.

Mas, apesar disso tudo, valeu o esforço, com paciência e determinação do diretor a escola ganhou uma nova imagem proporcionando aos seus alunos e funcionários, equipamentos modernos: computadores, máquinas de xerox, nova biblioteca, etc.

A escola adquiriu um aspecto organizado, recuperando então grande parte de seu prestígio, sem dúvida uma grande vitória frente aos problemas que a envolviam.

Por outro lado, começa-se uma nova crise, perdemos turmas de 5ª à 8ª série que funcionavam no noturno.

Além disso, começamos a enfrentar um sério problema que era a ameaça de municipalização.

Diziam que o pré-escolar seria municipalizado. Os professores que lá atuavam, lutaram muito para que isso não acontecesse, mas foi uma luta inútil sem glória, infelizmente em pouco tempo perdemos as salas do pré, pois passaram a funcionar pela Prefeitura.

A escola começava a se engrenar. Trazia uma aparência organizada, e o Diretor se empenhava para melhorar o ensino fazendo um trabalho na área pedagógica.

Então, quando tudo estava se encaixando, surge uma novidade que muda completamente o rumo da nossa história.

Nosso diretor nos comunicou que os Irmãos Maristas estavam de volta à cidade e exigiam que o prédio fosse desocupado.

Depois disto, a situação se complicou. Nota-se desânimo crescente envolvendo os funcionários. Os dias vão passando, e é se sempre um dia a menos naquele espaço, onde durante tantos anos foi nosso segundo lar, entre brigas e reconciliações, vitórias e derrotas. Tudo como acontece em nosso lar, nossa família, aconteceu também na Família Coração de Jesus.


BIBLIOGRAFIA
Biblioteca da Escola Estadual Coração de Jesus - Livro de registro e documentos da Escola Estadual Coração de Jesus