MÚSICA | ESCRITORES | ARTES PLÁSTICAS
Colaboração:
Afonso Henrique Paione
Profa. Daniela Reis
Prof. Lucas Bueno Pedreira
Prof. Marcos Valério Albinati
Alunos do Colégio Cetem

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Música em Varginha

O jornalista Bernardo Saturnino da Veiga, diretor do Jornal Monitor Sul Mineiro, com sede em Campanha, lançou , em 1874 o importante " Almanaque Sul Mineiro". Fonte sólida de pesquisa, a obra apresenta curiosidades de inúmeras cidade do Sul de Minas.

Referindo-se elegantemente a Varginha, o autor registra nomes votados à música: Professor Cassiano Camilo de Oliveira, Alferes João Batista da Fonseca e , com destaque, o Violeiro Francisco Alves França.

Em 1884, ao lado de outros artistas, aparece o nome de Presciliano Symphrônio da Fonseca, talentoso maestro.

O gosto pela seresta vem de longa data. Segundo o historiador Nico Vidal, os seresteiros de Varginha dedicavam-se apaixonadamente à função, apresentando-se no coreto e serestas inesquecíveis.

Entre os nomes da seresta, podem-se citar: Manoel Moreira Meirelles, Zé Melado, Alfredo da Phelomena, Athanagildo José Lelo, Brício Paiva e o compositor e pianista de grandes méritos Targino Nogueira.

O ano de l956 marca o nascimento do Grupo de Seresta que até hoje vem-se apresentando com distinção em Varginha e nas cidades vizinhas.

Idealizado por Guido Braga, Primo Trombini e José Maria, o Grupo de Seresta traz para o público músicas imortais do cancioneiro nacional e internacional.

Músicos expresssivos e professores de valor dedicaram seu talento ao Grupo de Seresta Primo Trombini. Dentre eles. citamos: Quinca Izidoro, Weber Machado, Matheus , Juscelino, Fernando Crisóstomo da Silva e Ricardo Wagner Albinati Silva e Romeu.

Atualmente, o "baile" continua na Praça da Fonte graças ao dinamismo e bom gosto de Guido Braga, Aparecida Azze, Mozart, Juca, Mozart Filho, João e Sebastião, contagiando de alegria e beleza o coração dos varginhenses.

Bandas de Música

Os grandes momentos de uma cidade sempre se fizeram marcar pela presença de uma Banda de Música. Dobrados, marchas, mazurcas, polcas eram músicas que traziam enlevo à população nas solenidades religiosas e nas festividades cívico-políticas.

Um das mais antigas corporações musicais varginhenses surgiu em 1895. Era a Banda Sete de Setembro , que exercia suas funções artísticas sob a regência do Maestro Joaquim Pedro de Oliveira.

Houve também, por volta de 1915, a prestigiada Corporação Musical União Varginhense regida competentemente pelo Maestro José Augusto de Lima.

A década de 20 , foi marcada pela presença do Maestro Amâncio da Silva, que presidia com denodo a Liga Operária e regia com competência a Banda Santa Cecília.

Até pouco tempo, nas procissões da Paróquia de São Sebastião e nas solenidades públicas, os varginhenses ouviam belas canções executadas pela Banda Lira Varginhense. Á sua frente, sempre abnegado e discreto, estava o Maestro Romualdo. Por muitos anos, a Lira Varginhense teve sua competente liderança e contou com seu incansável trabalho de músico.

Francisco Campos Neto - Barítono

Sua formação musical iniciada em Varginha, completou-se com o diploma na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. É professor de canto da Universidade Livre de Música Tom Jobim em São Paulo e na Escola Ernest Mable em Piracicaba.

Já atuou em diversos teatros brasileiros como solista de suas orquestra.

Trabalhou com Eleazar de Carvalho, Isaac Karabstcheski, entre outros.

Integrou o catálogo "The American Voice". É cantor convidado da "Art American Producions" (New York). Em 1994 em New York audicionou para as óperas de Cleveland, Pittsburgh, Houston e para Carnegie Hall (New York), tendo sido convidado para cantar nas temporadas 96, 97 e 98 desses teatros.

Trabalha sob a orientação de Leila Farah (São Paulo) e Franco Iglesias (New York). É integrante da Sociedade Brasileira de Ópera.


Informações advindas da Fundação Cultural de Varginha.

Rosildo Beltrão

Varginhense, Maestro, Trompetista, Compositor, Arranjador e Produtor Cultural. Filho do Sr. Orildo Pereira Beltrão e Sra. Ruth Martins Beltrão, casado há dezessete anos com Deborah Valle e Costa Beltrão e pai de Leonardo Valle e Costa Beltrão, de 15 anos. Residiu durante 10 anos no Rio de Janeiro onde concluiu seus estudos musicais na Escola de Música Villa Lobos, CBM e Universidade Estácio de Sá. Participou dos principais cursos internacionais de férias como Teresópolis, Campos do Jordão e Brasília. Foi o regente titular e fundador da Banda São José na Tijuca, onde conquistou diversos títulos como o Regente do Ano em 1984 pela Liga da Defesa Nacional/RJ; primeiro lugar no concurso de regência promovido pela Funarte/MEC, em 83; 84 e 85; primeiro lugar do concurso estadual de regência promovido primeiro RCC/Exército/RJ, em 84, e primeiro lugar no concurso promovido pela Petrobrás/RJ, em 85. Criou a Banda Instrumental Maria Fumaça e Banda Conclave, em 84, onde atuou como arranjador, instrumentista e compositor, com diversas gravações em estúdios, como Transamérica, TV Manchete e TV Educativa, RJ, e várias apresentações em espaços importantes como People, Metrópolis, Vogue, SESC e Circo Voador. Como Maestro convidado realizou vários concertos com a Banda Sinfônica de Portugual, mantida pelo consulado Português no RJ. Retornando à Varginha continua seus trabalhos artísticos e ocupa os cargos de Maestro Titular da Banda Municipal, nomeado por concurso público de 92, Coordenador de Eventos Artísticos da Fundação Cultural do Município desde 98, Delegado Regional da OMB, desde 94; e neste ano de 99 ocupa o cargo de Diretor do Theatro Municipal Capitólio. BANDA MARCIAL MUNICIPAL DE VARGINHA A Banda Marcial Municipal, foi criada na década de 60 pelos Irmãos Maristas, quando aconteceram as primeiras apresentações nos desfiles cívicos de Varginha, em toda região do Sul de Minas e na Capital Mineira. Em 1973 por decreto lei, foi reconhecida e declarada de Utilidade Pública Municipal e Estadual. Em 1975, a banda foi premiada em primeiro lugar no Encontro Nacional de Bandas, realizada na cidade de Ribeirão Preto, SP. Em 1978, uma diretoria formada por alguns Pais e alunos assumiu a coordenação geral da banda, sendo que no mesmo ano a Prefeitura resolveu apoiar integralmente todas suas atividades, passando então a BANDA MARCIAL MUNICIPAL DE VARGINHA. Em 1980 a banda participou de um concurso nacional realizado em comemoração aos 20 anos de fundação de Brasília, quando obteve o primeiro lugar. Ainda em 1980 a banda sagrou-se campeã no concurso nacional da cidade de Campos do Jordão, sob promoção do Governo do Estado de São Paulo em comemoração ao congresso nacional do Lions Clube do Brasil . A banda possui mais de 50 títulos conquistados nos diversos concursos regionais, estaduais e nacionais dos quais destacam-se o Bi campeonato na cidade Arujá, SP, primeiro lugar em Guaratinguetá, SP, primeiro lugar em Itatiaia, RJ, primeiro lugar em Itaquá, SP, primeiro lugar no encontro de bandas no Play Center, SP, primeiro lugar no concurso estadual na cidade de Extrema, MG, além de diversas atuações nas principais capitais brasileiras. Atualmente a banda conta com a participação de 80 jovens músicos e 20 integrantes da Comissão de Frente, corpo coreográfico, balizas e porta-bandeiras, sendo todos estudantes Varginhenses. A Banda por decreto- lei,está vinculada à Fundação Cultural do Município de Varginha, tendo como Diretora a Senhora Teresinha Delfraro David, Superintendente da Fundação Cultural e como Regente o Maestro Rosildo Beltrão. O repertório é bastante diversificado, incluindo as tradicionais marchas e dobrados, peças clássicas, populares, e uma predominância para a música instrumental brasileira, todas especialmente arranjadas e adaptadas para os instrumentos de sopro e percussão.


Ballet Marlene Paiva

A professora varginhense Marlene Rodrigues Paiva é conhecida por seu espírito vanguardeiro e decididamente marcado pela dança.

Aos dezesseis anos, em São Paulo, iniciou seus estudos e formou-se, anos depois, sob a sólida orientação da saudosa Maria Olenewa, bailarina do Municipal do Rio e de São Paulo. Olenewa era uma professora russa que se iniciou no bailado com a legendária Ana Pavlova.

Há trinta e quatro anos, fundou em Varginha uma das primeiras escolas de dança da região -- o Ballet Marlene Paiva.

Aprimorando-se profissionalmente, Marlene credenciou-se, há mais de vinte anos, como professora do Royal Ballet Academy of Dance, de Londres. Assim, possibilita às alunas uma oportunidade excelente de serem examinadas por professoras de alto e reconhecido talento enriquecendo-lhes grandemente o currículo artístico.

O Ballet Marlene Paiva possibilitou para Varginha o nascimento de várias outras Escolas de Dança que são dignas representantes da arte sul-mineira. Ofereceu á comunidade inúmeras bailarinas de fama: Lídia, Cláudia, e Marina Azze , professoras da entidade; Milene Azze, bailarina do Grupo Corpo, de Belo Horizonte; Maria Inês Barros, diretora da Escola Corpo e Dança; Karem E. Maio L. S. Alves, destacada artista.

São João da Boa Vista, Araxá, Belo Horizonte são algumas das cidades em que o Ballet já se apresentou. Em 1999, trouxe para Varginha valiosas premiações pelas coreografias nos estilos clássico livre e contemporâneo.

 

Silvio Brito

Filho varginhense de renome nacional.

Sem dúvidas, uma das maiores expressões da música e das artes locais. Cidadão Varginhense por outorga da Câmara Municipal, Sílvio Brito nasceu em Três Pontas, dia 10 de fevereiro de 1952. É filho de Francisco Brito Neto e Maria Inês Ferreira Brito. Tem quatro irmãos: Mauro, Walter, João e Luzia.

Iniciou sua carreira em Varginha, aprendendo boa parte do que sabe em música com o saudoso maestro José Maria Nogueira Valias. Nos programas "Petizada Alegre(lincar)", do Clube Infantil Pio XII, pelas mãos do padre Honório Link, foi revelando-se para a profissão.

Fundou o conjunto Os Apaches, na fase áurea em que, ao lado do Los Cubanos abrilhantava as noites e os eventos de Varginha e Minas Gerais.

Transferiu-se para São Paulo, onde gravou seu primeiro disco. A irreverente música "Tá Todo Mundo Louco" foi seu primeiro sucesso a conquistar as paradas de sucesso. Seu jeito especial fez com que a mídia o comparasse a ídolos da juventude de então, como John Lennon e Raul Seixas.

Apresentou, na TV Tupi, o programa Hallelujah!, ao lado do também cantor e compositor Fábio Júnior.

Participou de inúmeros festivais nacionais e internacionais, dentre os quais o da TV Record, em que se destacou com a música "São Thomé das Letras" e o Festival de San Remo, onde também esteve entre os premiados.

Gravou ao todo 14 discos tendo como destaque, no último, a música "Uma Luz". Atualmente produz e apresenta programa de televisão na emissora católica Rede Vida e é freqüentemente contratado para shows em diversas partes do País.

 

Elvira Gomes

Desde os 9 anos de idade, Dona Elvira Gomes se entusiasmou pelo piano, instrumento considerado por ela o mais completo. Foi a mestra e amiga, Adrienne Diniz Vallim que com muito incentivo fez brotar no coração da nossa pianista varginhense o amor pela música.

A partir daí, Elvirinha Gomes como é mais conhecida, começou a aprofundar o aprendizado da arte de tocar piano. Com Berenice Menegale da Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte, que Elvirinha teve um desenvolvimento técnico e musical. Já na Academia de Música Lorenzo Fernandez do Rio de Janeiro, foi com Arlete Thedim que Elvirinha ampliou sua arte de ensinar.

A professora de piano Elvira Gomes, sente-se abençoada por ter o dom de ensinar. Dedicação e disciplina ao estudo são os principais conselhos dados aos alunos por Dona Elvira Gomes, que desempenha este trabalho há vinte e nove anos. As centenas de alunos não são só de Varginha, mas também de várias cidades brasileiras e até do Japão. O jovem Kenji Nagashima, hoje com 24 anos de idade, depois de formar-se em Arquitetura no Japão, volta à Varginha. Ele morou aqui quando criança e volta para prestar uma grande homenagem à Dona Elvira, que o ensinou os fundamentos do piano.

Desde a sua primeira apresentação no Clube de Varginha, em 1957, D. Elvira não pára de se apresentar. Sua principal apresentação foi um Recital de Árias de Óperas realizado no Theatro Municipal de Varginha com participação especial do barítono Francisco Campos Neto(lincar) e a soprano italiana Patrícia Morandini. Como pianista acompanhadora do Conservatório de Varginha, tem realizado Duos com flautas, violinos, violoncelo e sax.

Gosta de interpretar os compositores Brahms e Schumann, considerados por ela os mais complexos. Mas o romantismo e a sensibilidade de Chopin a deixam muito comovida. A profundidade e o sentimento da música de Brahms a apaixonam.

Este é o mais belo exemplo de uma mulher que faz da música a sua própria vida e temos que parabenizá-la por todo seu sucesso.

 

Oneyda, exemplo de inteligência

Oneyda Paoliello Alvarenga é uma figura importante na história brasileira. Mineira, nascida em Varginha, em 6/12/1911, filha de Orpheu Paoliello de Alvarenga e Maria Paoliello Alvarenga, “se tratava duma moça mineira, de 21 anos, extraordinariamente inteligente, cuja educação musical e outras educações eu que fizera”, disse Mário de Andrade a Murilo Miranda.

Iniciou-se na música através do maestro Bernadino de Sena. Foi aluna de Mário de Andrade, no conservatório Dramático e Musical, onde cursou piano e diplomou-se em 1934.

Para receber o diploma em 1935, precisou fazer uma pesquisa e editou a monografia sobre os Cateretês do Sul de Minas. No mesmo ano, principiou seu trabalho como diretora da maior discoteca da América, a Discoteca Pública de São Paulo.

Em 1938 escreveu “A Menina Boba”, livro que contém poesias belíssimas. Também escreveu poemas publicados na Revista Acadêmica. No ano 1974, publicou “Mário de Andrade, um pouco”. Ajudou-nos a saber um pouco mais sobre Mário de Andrade. Não podemos esquecer o livro “Música Popular Brasileira”, editado em 1982. Oneyda ajudou Mário de Andrade, sendo coordenadora do Dicionário Musical Brasileiro, que contém 3.500 vocábulos.

Casou-se com Sylvio Alvarenga. Constitui peça chave no Resgate de importante parte da cultura brasileira, especialmente a mineira, e foi grande escritora e conhecedora da arte, recebendo elogios de Mário de Andrade pela sua espantosa disciplina e desenvolvimento artístico devidamente reconhecidos pelo seu talento.