MÚSICA | ESCRITORES | ARTES PLÁSTICAS
Colaboração:
Afonso Henrique Paione
Profa. Daniela Reis
Prof. Lucas Bueno Pedreira
Prof. Marcos Valério Albinati
Alunos do Colégio Cetem

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Os escritores

Este trabalho consiste em retomar o passado cultural varginhense, fazendo com que as pessoas tenham a possibilidade de um maior conhecimento sobre a história de Varginha - MG. Para que todo este trabalho fosse realizado, tivemos a ajuda dos escritores da cidade, que nos deram informações e depoimentos preciosos.

José de Souza Pinto

É um cronista aposentado que não escreveu livros, mas já compôs críticas e artigos de reconhecido valor para os seguintes jornais: Jornal Correio do Sul (Varginha), Jornal Blocos ( RJ ), Jornal Bento Gonçalves (Rio Grande Sul).

Cícero Acayaba

Escreveu 34 livros, sendo que 14 foram publicados. Uma de suas maiores obras é o "Diário Lírico" (poesias). Escreveu livros de ficção, poesias, memórias e prosa. Além de escritor, foi radialista, novelista e advogado. Formou-se no Rio de Janeiro, mas no momento está aposentado. Continua a escrever todos os dias.

Marcelo Nascimento

O novo escritor Marcelo Nascimento já é autor de 3 obras que já foram publicadas. Citam-se duas obras que foram grandes sucessos: "Páginas do Passado" e "Varginha, Histórias e seus Filhos Ilustres". Atualmente é colunista social do Jornal Correio do Sul (lincar).

Oreste Resgispani

Escreveu várias obras, mas só duas delas foram publicadas: "Poemas de Pão e Água", 1995 e "Extra Vagâncias", 1994. Participou também em outros livros: Contos: "Nove estórias de Amor e Vida" ; Poesias: "Quatro Cantos de Minas". Teve também uma participação no livro editado pelo MEC, "Transamazônica", 1973 e na "Segunda Antologia da Editora Alba", 1998. Tem mais 300 textos inéditos. Atualmente escreve artigos religiosos para o jornais Sul de Minas e Correio do Sul. Além de escritor é também corretor de imóveis e foi advogado formado pela Faculdade de Direito de Varginha, em 1975, advogando apenas 5 anos. Dois pontos importantes o marcaram negativamente em Varginha: a destruição da Igreja Matriz para a construção de outra na década de 70 e a destruição da praça da fonte.

Wladimir Rezende Pinto

Advogado e jornalista, ele escrevia nos jornais locais artigos sobre política e crônicas. Escreveu apenas um livro, foi prefeito e durante sua gestão fez bastantes obras, dentre elas, melhorou a qualidade da água de Varginha . Pessoa muito Caridosa, Wladimir Rezende Pinto trabalhou muito pelos pobres, era Vicentino. Uma de suas principais obras foi a construção do Orfanato Dr. José de Rezende Pinto, atual APAE, tendo em vista abrigar crianças carentes.

Antônio Murad Sobrinho

Além de escritor, foi comerciante, proprietário da Casa Vênus, agricultor, cronista e político. Disputou as eleições municipais como candidato a prefeito em 1972 . Lançou o primeiro loteamento da cidade de Varginha, o parque Murad, que veio a se transformar no bairro Nossa Senhora de Fátima. Escrevia crônicas para os jornais Correio do Sul e Gazeta, além das crônicas, poesias e outros textos inéditos, que hoje sua mulher e seus filhos divulgam. Faleceu em 24/08/1998.

Antônio Bittencourt

Antônio Bittencourt é um poeta que escreveu um livro intitulado "Rosas do Ermo" , e um livro de trovas publicado em 1952, intitulado "Manual de Trovas" . Escreveu para jornais da cidade, fazendo crônicas e artigos diversos. Autor fecundo, é celebrado como um dos melhores autores de textos poéticos da nossa cidade. Segundo afirma o Correio do Sul, 14 de julho de 1955, "o saudoso poeta Antônio Bittencourt dedilhou seu delicado alaúde, compondo seus apreciados versos tão bem recebidos pela crítica em geral." Antônio Bittencourt, faleceu em 31/07/1954, aos 29 anos na capital mineira, deixando várias poesias inéditas. Em sua homenagem temos na cidade a Rua Toninho Bittencourt, no bairro Nossa Senhora de Fátima.

Moacyr Vallim

É autor de cinco obras literárias que foram publicadas , além de mais dez inéditas. Entre as melhores publicadas estão: "Declaração de Amor", "Memórias do Presente" e "Bruxaria Empedernida". Ele ainda escreve versos, literatura infantil e antropologia. Atualmente é corretor de imóveis e professor de História na Faculdade de Filosofia de Varginha.

Edgar de Brito

Escritor celebrado pelo fino lavor de seus textos, compôs poesias e crônicas para vários jornais de Varginha, especialmente o Correio do Sul. Jornalista atento e vibrante, proporcionou aos leitores de Varginha momentos de prazer e reflexão através de artigos brilhantes.

A seguir transcrevemos do Jornal Correio do Sul, de 14 de julho de 1955, uma poesia que revela a sensibilidade criadora do autor:

Santa Relíquia
"Aquela capelinha.
No largo de Santa Cruz,
Casita de Nosso Senhor,
É uma lembrança
Dos tempos idos
Que Varginha conserva
Como a relíquia
Mais sagrada
Da sua fé cristã!

Lembra os seus antepassados,
Rezando à Mãe de Deus
Para que as gerações de hoje
Também murmurem
Suas preces
Aos pés de Jesus Crucificado!
Por isso,
De quando em ve,
Ouve-se a vibração
Do sininho
Daquela capelinha,
Como se fosse tocado
Pelos anjos
Nas celestinas alturas!
Há, então, borborinhos
De preces,
Recolhimento sublime
De almas puras e boas
Na casita de Nosso Senhor,
Do largo de Santa Cruz,
Como um traço de união
Entre o presente e o passado.


Escreveu um livro retratando a história da cidade de Varginha. Era um grande apreciador de peças teatrais. O escritor Edgar de Brito, já faleceu há alguns anos.

Wanda Rezende

Irmã de Paulo Ramos de Rezende, é poetisa, trovadora, cronista, repórter e colunista social e cultural. Pertence a diversas academias, entre elas a Academia Varginhense de Letras de Artes e Ciências. Tem mais de 50 anos de vida literária.

Dr. Paulo Ramos de Rezende

Foi influenciado pelo seu tio Urias Ramos de Rezende e sua prima Filomena Ramos de Rezende. Foi poeta, radialista, orador e jornalista. Fundador e diretor do jornal "Tribuna Varginhense", no qual fazia quase todas as matérias. Fundou Recor (Rezende Comércio e Representações). Faleceu em Varginha.

 

Isa Bíscaro Alves

Nascida em Varginha, Isa Bíscaro graduou-se em Letras, pela FEPESMIG-UEMG. Sua iniciação artística deu-se sob a orientação sensível da pintora Aurélia Rubião.

Sempre se dedicou ao magistério. Atuou, com reconhecido mérito, como Orientadora Pedagógica e Professora de Artes Cênicas. Distinguiu-se como Professora de Educação Artística do Colégio Catanduvas.

Com simplicidade e autoridade levou o nome de Varginha a vários salões de Minas. Participou de exposições no Salão da Assembléia Legislativa, em Belo Horizonte, na Casa da Cultura de Três Corações e no Foyer Aurélia Rubião, em nossa cidade.

No ano de 1997 foi agraciada com o 2º lugar no Concurso Telemig/Guiatel para ilustração da capa das listas telefônicas.

Sob sua direção, o Centro Técnico de Artes, situado na rua Targino Nogueira, 145, vem revelando à sociedade artistas plásticos promissores.

 

Oneyda, exemplo de inteligência


Oneyda Paoliello Alvarenga é uma figura importante na história brasileira. Mineira, nascida em Varginha, em 6/12/1911, filha de Orpheu Paoliello de Alvarenga e Maria Paoliello Alvarenga, “se tratava duma moça mineira, de 21 anos, extraordinariamente inteligente, cuja educação musical e outras educações eu que fizera”, disse Mário de Andrade a Murilo Miranda.

Iniciou-se na música através do maestro Bernadino de Sena. Foi aluna de Mário de Andrade, no conservatório Dramático e Musical, onde cursou piano e diplomou-se em 1934.

Para receber o diploma em 1935, precisou fazer uma pesquisa e editou a monografia sobre os Cateretês do Sul de Minas. No mesmo ano, principiou seu trabalho como diretora da maior discoteca da América, a Discoteca Pública de São Paulo.

Em 1938 escreveu “A Menina Boba”, livro que contém poesias belíssimas. Também escreveu poemas publicados na Revista Acadêmica. No ano 1974, publicou “Mário de Andrade, um pouco”. Ajudou-nos a saber um pouco mais sobre Mário de Andrade. Não podemos esquecer o livro “Música Popular Brasileira”, editado em 1982. Oneyda ajudou Mário de Andrade, sendo coordenadora do Dicionário Musical Brasileiro, que contém 3.500 vocábulos.

Casou-se com Sylvio Alvarenga. Constitui peça chave no Resgate de importante parte da cultura brasileira, especialmente a mineira, e foi grande escritora e conhecedora da arte, recebendo elogios de Mário de Andrade pela sua espantosa disciplina e desenvolvimento artístico devidamente reconhecidos pelo seu talento.